ABEC Brasil participa do 17º CRECS, no Equador

A presidente da ABEC Brasil,Edna Frasson de Souza Montero, participou do 17º Congresso Internacional sobre Revistas Científicas (CRECS 2026), realizado de 23 a 25 de setembro, em Quito, no Equador.

Promovido pelo Grupo SCImago e pela Universidad UTE, o evento reuniu editores científicos, pesquisadores, bibliotecários e profissionais da comunicação científica de diferentes países ibero-americanos. Nesta edição, o congresso teve como tema central “Revistas iberoamericanas, ciência global”, colocando em debate questões como transformação digital, inteligência artificial, ciência aberta, internacionalização, qualidade editorial e visibilidade das publicações científicas.

No dia 25 de setembro, Edna Frasson foi uma das conferencistas do programa, com a apresentação “Asociación de revistas científicas. 40 años de ABEC Brasil”, com moderação de Ricardo Arencibia-Jorge, da UNAM, México.

40 anos de construção coletiva

Em sua apresentação, Edna abordou a trajetória da ABEC Brasil ao longo de quatro décadas, destacando o papel do associacionismo no fortalecimento dos periódicos científicos e na formação de uma comunidade de editores.

Mais do que apresentar uma retrospectiva institucional, a palestra propôs uma reflexão sobre a importância da cooperação entre editores e periódicos diante das transformações que marcam a comunicação científica contemporânea.

Ao longo de 40 anos, a publicação científica passou por profundas mudanças: da predominância do impresso à publicação digital, da circulação limitada à comunicação científica em escala global e, mais recentemente, à incorporação da inteligência artificial e aos avanços da Ciência Aberta.

Nesse cenário, associações de editores podem desempenhar um papel estratégico na capacitação, articulação, representação e compartilhamento de boas práticas, contribuindo para que os periódicos enfrentem coletivamente desafios que ultrapassam os limites de cada publicação.

A participação da ABEC Brasil no CRECS também representou uma oportunidade para ampliar o diálogo com associações, editores e instituições de outros países da América Latina e da Península Ibérica.

O encontro reforçou uma perspectiva que está no centro da trajetória da ABEC: uma comunidade editorial mais conectada pode contribuir para uma ciência mais forte, transparente, acessível e internacionalizada, sem perder sua relevância regional.

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