segunda-feira , 20 de novembro de 2017
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Ex-presidente da ABEC Sigmar Rode ministra palestras em congresso acadêmico

37783625721_68f7b043b8_h (1)O ex-presidente imediato da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Sigmar de Mello Rode, de 63 anos, esteve presente no IV Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Estadual de Goiás. E mais do que isso: ministrou duas palestras para os participantes. Os temas foram “Como evitar que seu trabalho seja recusado” e “Desafios da publicação científica”. As atividades foram realizadas nos dias 18 e 19 de outubro, na cidade de Pirenópolis.

Segundo Rode, ambas as palestras foram muito proveitosas. “Houve muita participação do público, os presentes fizeram diversas perguntas. Isso mostra que eles estavam realmente interessados nos assuntos. Além disso, os editores da universidade também estavam presentes. Estou muito satisfeito”, conta.

Durante uma das palestras, Rode destacou que a maioria dos editores internacionais são muito bem remunerados, enquanto o editor brasileiro não recebe pela função – e ainda tem de manter suas outras atividades nas instituições.  O professor ainda citou uma reportagem da Folha de S. Paulo, publicada na última semana, que mostra o Brasil em 13º no ranking de publicações científicas desde 2013. Mas frisou que se engana quem pensa que apenas este fator é positivo. “Mas quando a gente fala de citações científicas, que é o reconhecimento pelas academias, dos trabalhos produzidos, o Brasil está muito mal”, afirma, em entrevista dada ao portal do congresso.

Rode também disse acreditar que esse quadro é resultado da exigência de um alto número de publicações de artigos, feito pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para continuar financiando as pesquisas. Assim, muitos pesquisadores dividem seus trabalhos e publicam em revistas de baixo fator de impacto. “Temos poucos trabalhos publicados em revistas com bom fator de impacto”, frisa.

O ex-presidente da ABEC ainda constata que há uma grande redução do número de revistas nacionais e afirma que só um esforço em conjunto pode mudar esse quadro. “Ninguém quer publicar em revistas brasileiras, pois a Capes não valoriza essas revistas. Precisamos reerguê-las, para que sejam reconhecidas internacionalmente. Se não tivermos um estímulo, uma indução da Capes para melhorar a qualidade das revistas brasileiras, para os próprios brasileiros publicarem, essas revistas vão morrer”, alerta.

Tadeu Nunes (4toques comunicação)

comunicacao@abecbrasil.org.br

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