sábado , 19 de setembro de 2020
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Estudo verifica nova espécie de crustáceo de águas subterrâneas encontrada no Brasil

Alguns animais acabam entrando em extinção, principalmente por conta da ação humana. Entre os extintos no Brasil, está o Gritador do Nordeste, por exemplo. Ele vivia na Mata Atlântica e a última vez em que foi visto data de 2007. Um dos principais motivos citados para seu desaparecimento foi a agropecuária desenfreada, que afetou seu habitat natural.

Mas se por um lado algumas ações do homem prejudicam a natureza, a pesquisa e a exploração podem encontrar novas espécies de animais também. E o estudo “A new species of stygobitic aeglid from lentic subterranean waters in southeastern Brazil, with an unusual morphological trait: short pleopods in adult males” (“Uma nova espécie de eglídeo estigóbio de águas lênticas (com pouca movimentação) subterrâneas no sudeste do Brasil, com uma característica morfológica incomum: pleópodes curtos em machos adultos”, na tradução literal), elaborado por Sérgio Luiz de Siqueira Bueno, Alexandre Lopes Camargo e Juliana Cristina Bertacini Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), publicado na Revista Nauplius, v. 25, de junho de 2017, periódico associado da ABEC, apresenta uma dessas.

2358-2936-nau-25-e2017021-gf4A pesquisa ressalta uma característica morfológica incomum na espécie nova, Aegla charon, pequeno crustáceo encontrado na caverna “Lago Subterrâneo”, da região do carste (relevo geológico de natureza calcária) do Alto Ribeira, no sudeste do país. Tal característica consiste na presença dos pares 2-5 de pleópodes em exemplares machos desta espécie, uma vez que tal característica encontra-se ausente nos machos das demais espécies já descritas do mesmo gênero. Os pares de pleópodes 2-5 estão presentes nas fêmeas de todas as espécies de eglídeos, mas, comparados àqueles mencionados nos machos de Aegla charon, são de maior tamanho.

Além disso, a área pigmentada da córnea é ligeiramente reduzida, o que indica uma adaptação ao habitat subterrâneo onde a nova espécie vive. O estudo também fornece uma chave para auxiliar na identificação das espécies de eglídeos encontradas dentro e fora de cavernas na área do carste do Alto Ribeira.

O estudo completo pode ser acessado em https://goo.gl/5hBWzX ou pelo DOI http://dx.doi.org/10.1590/2358-2936e2017021.

Tadeu Nunes (4toques comunicação)
comunicacao@abecbrasil.org.br

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