quinta-feira , 23 de janeiro de 2020
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Internacionalização da RAE: o caminho trilhado entre 2009 e 2015

[Publicado originalmente em: RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 55, n. 6, novembro-dezembro 2015]
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 

Por Eduardo Diniz
Editor-chefe da Revista de Administração de Empresas

 

Durante o EnANPAD de 2015, ocorrido em Belo Horizonte no último setembro, estivemos reunidos com membros do corpo editorial científico para fazer um balanço do resultado das ações que norteiam o processo de internacionalização da RAE desde 2009. E foram muitas as ações. Neste período, investimos na tradução do sistema de submissão, iniciamos a organização de chamadas de trabalho com temas e comitês internacionais, iniciamos a publicação de artigos em três idiomas, fizemos a primeira edição da RAE totalmente em Inglês, a RAE conseguiu entrar no JCR, e ampliamos a participação de membros de instituições estrangeiras em nosso comitê científico.

Após alguns anos, já é possível quantificar os resultados. Em 2015, pela primeira vez, a RAE publica mais artigos em Inglês (48%) do que em Português (42%), acompanhados de outros em Espanhol e Francês (6% e 4%, respectivamente). A diversidade institucional dos autores também ajuda a consolidar o posicionamento internacional da RAE: em 2015, mais de 30% dos autores são afiliados a instituições do exterior, particularmente da Espanha (8%), de outros países europeus (8%), dos EUA e Canadá (6%), da América Latina (4%) e da Ásia (3%).

Dos sete fóruns internacionais publicados desde 2011, resultados de chamadas temáticas envolvendo comitês científicos com membros estrangeiros convidados, 34% das submissões vieram de fora do Brasil. Esses fóruns possibilitaram publicar mais de um terço de seus artigos com autoria internacional. Há três outros fóruns que ainda estão em andamento e que devem ser concluídos em 2016, nos quais 53% das submissões são de autores não brasileiros, o que deve contribuir para melhorar ainda mais os índices de internacionalização em 2016.

Esses números também impactaram a composição de nosso comitê científico, que tinha 10% de participação estrangeira em 2013 e hoje conta com 27% de editores científicos vinculados a instituições internacionais. É importante frisar que se, por um lado, os fóruns nos permitiram conhecer e trabalhar com editores internacionais convidados, alguns dos quais passaram a ser parte do comitê permanente, por outro lado, isso possibilitou que a RAE ficasse mais conhecida por esses editores. Acreditamos que esse processo acarreta a incorporação mais orgânica de membros estrangeiros ao comitê do que a simples indicação de seu nome numa lista para “inglês ver”. Esses membros do comitê, que são também pesquisadores, tendem a citar mais a RAE em seus trabalhos no futuro, o que certamente trará um impacto positivo no reconhecimento da sua relevância na comunidade acadêmica internacional.

Conversamos também, nessa reunião de Belo Horizonte, sobre a importância de mantermos forte o sentimento de colaboração entre os periódicos nacionais em prol de uma maior visibilidade internacional à nossa comunidade científica. Usando dados do SciELO, pudemos comprovar que a potencial entrada de outros periódicos nacionais do estrato A2/Qualis na base do JCR dobraria de imediato o fator de impacto da RAE no JCR. Isso se explica pelo fato de a RAE ser mais citada por RACRAPRauspCadernos EBAPE.BRO&S etc. do que pelos periódicos estrangeiros. Com mais periódicos nacionais nessa importante base internacional, todos ganhamos mais visibilidade e aumentamos nosso potencial de atração de autores estrangeiros. E a maior visibilidade para os periódicos nacionais contribuirá para aumentar também a relevância de toda a comunidade acadêmica brasileira.

 

 

Eduardo Diniz é professor da FGV-EAESP e editor-chefe da RAE – Revista de Administração de Empresas, da GV-executivo e da GVcasos.

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