quarta-feira , 24 de maio de 2017
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O povo paraense e sua devoção à Virgem de Nazaré

FOTO: SIDNEY OLIVEIRA / AG. PARÁ

Entre os católicos, a figura de Maria, mãe de Jesus, tem grande importância. Por ter sido escolhida para gerar a dar à luz ao filho de Deus, é adorada por milhares de pessoas ao redor do mundo e de maneira especial no Brasil. O estudo “De Senhora de Nazaré a ‘Nazinha’: singularidades na expressão do afeto à padroeira do Pará”, publicado no Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi. Ciências Humanas, parte do pressuposto que existe um modo particular de relação devocional do povo do Estado do Pará com a figura mítica de Maria de Nazaré.

Elaborado pelas pesquisadoras Maria do Socorro Furtado Veloso e Maria Angela Pavan, do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o trabalho observa que ‘Naza’, ‘Nazica’, ‘Nazinha’ são diminutivos do nome original que comunicam o afeto à Santa, contribuindo para o fortalecimento de laços de identidade e pertencimento evidenciados nas festividades em homenagem à padroeira do Estado do Pará, no Norte do Brasil. Argumentam as autoras que o pitoresco modo do paraense de se referir à divindade evidencia uma forma de comunicação caracterizada pela afetividade, em contraponto à ausência do ‘medo de pecar pela palavra’, tão característica da relação que os cristãos mantêm com os elementos da devoção.

“Essas manifestações marcadas pela informalidade são continuamente mobilizadas por meio de conexões entre linguagem, religiosidade, cultura e mídia”, cita trecho da pesquisa. Depoimentos coletados em sites, blogs e redes sociais, além de duas letras de músicas e um videoclipe, compõem o conjunto de objetos analisados.

Ainda e acordo com o estudo, com as novas tecnologias, a Virgem de Nazaré ganha espaço no ambiente online, onde os internautas podem manifestar sua crença afetuosa na padroeira. “A Santa é desmitificada e apresenta-se como companheira fiel do cotidiano. Não há mais lugar demarcado para o exercício da devoção: com as redes sociais e os produtos da indústria cultural, para ficar em dois exemplos, a devoção à Santa ganha dimensão e intensidade que extrapolam os cortejos de outubro”, observa outro trecho do artigo.

Para as autoras, se a divindade mantém seus poderes – o que se depreende do número de promessas cumpridas a cada romaria –, ela também se apresenta humanizada por mecanismos de comunicação do afeto, e, nesta condição, parece cada vez mais próxima de seu povo.

Confira o artigo na íntegra:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-81222016000300621&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Leandro Rocha (4toques comunicação)

comunicacao@abecbrasil.org.br

 

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