sábado , 15 de agosto de 2020
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Estudo mostra dados da microcefalia e vírus Zika em crianças no Ceará, entre 2015 e 2016

Aedes_aegypti_CDC-GathanyNos últimos anos, os casos de microcefalia em crianças brasileiras cresceram consideravelmente e a doença se tornou um problema de saúde pública. No final de 2015, o Ministério da Saúde confirmou a associação entre a microcefalia em bebês e a infecção pelo vírus da Zika durante a gestação. E isso ligou o alerta de profissionais da área.

Para verificar a gravidade do caso, os autores Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti, Erlane Marques Ribeiro, André Luis Santos Pessoa, Francisco Herlânio Costa Carvalho, Manoel Martins Neto, Fernanda Montenegro de Carvalho Araújo, Carlos Henrique Alencar, Daniele Rocha Queiroz Lemos, Thayse Elaine Costa Figueiredo, Rhaquel de Morais Alves Barbosa Oliveira, Francisca Kalline de Almeida Barreto e Jorg Heukelbach produziram o estudo “Microcephaly in infants, Ceará State, Brazil, 2015-2016”, publicado na Revista da Medicina da UFC (Universidade Federal do Ceará), v. 57, n. 1, de 2017, periódico associado da ABEC.

O artigo descreve os achados preliminares do surto de microcefalia no Ceará, no Nordeste do Brasil, e suas características clínicas. Foram relatados os achados epidemiológicos de 317 casos da doença, que eram potencialmente associados à infecção por Zika no Estado. A pesquisa mostra que a proporção de casos notificados de microcefalia aumentou de menos de 1% para 25,8% dos casos registrados de anormalidades genéticas.

Além disso, foram detectadas malformações associadas, como artrogripose (malformação fetal que afeta articulações), hiperexcitabilidade e irritabilidade com choro forte e frequente. Também pôde-se concluir que o fenótipo da microcefalia causado pelo vírus Zika é diferente de outras condições congênitas. A infecção no período pré-natal se mostrou um novo teratógeno (algo capaz de causar dano ao embrião ou feto durante a gravidez) relatado.

Assim, se torna muito importante o diagnóstico precoce da doença, para que seja indicado o melhor tratamento, com reabilitação da criança e dos consequentes problemas, suporte psicológico aos familiares e produção de vacinas.

O artigo completo poder ser lido em https://goo.gl/rAhZhz ou pelo DOI http://dx.doi.org/10.20513/2447-6595.2017v57n1p30-35.

Tadeu Nunes (4toques comunicação)
comunicacao@abecbrasil.org.br

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