sexta-feira , 22 de janeiro de 2021
Home / Blog / A percepção do suicídio na visão dos indígenas

A percepção do suicídio na visão dos indígenas

O suicídio ainda é um tabu para muitas pessoas. Em determinados povos, questões culturais podem gerar ainda mais dificuldade para tratar do assunto. Nas comunidades indígenas, por exemplo, a atuação da Saúde Pública para com o tema se deu apenas em 2006. Portanto, debater a saúde mental, de forma a conscientizar e prevenir o problema se faz urgente e necessário.india

Posto isso, os autores Maria de Lourdes Beldi de Alcantara, Walter Moure, Zelik Trajber e Indiana Ramires Machado elaboraram o artigo “A percepção do suicídio como inseparável das outras formas de violência segundo os/as jovens indígenas – um estudo de caso da Reserva Indígena de Dourados”, publicado na Revista de Medicina v. 99, n. 3, de 2020, periódico associado da ABEC Brasil.

O estudo busca observar os desdobramentos da tentativa de implantar um protocolo de saúde mental na população indígena, utilizando o Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, realizaram uma pesquisa qualitativa com metodologia ação/participação/cultural na Reserva Indígena de Dourados, no Mato Grosso do Sul, com a colaboração do grupo Ação dos Jovens Indígenas (AJI). 

Os efeitos negativos dos antidepressivos e o interesse dos indígenas em serem escutados e não medicados, como são orientados a fazer pelos profissionais de saúde, torna baixa a adesão ao tratamento. Além disso, a visão dos participantes, contando sobre o sofrimento que trazem, experiências traumáticas e os efeitos foi importante para compreender o contexto, principalmente para o entendimento dos membros da comunidade. 

O artigo completo pode ser acessado em https://bit.ly/3kBwkqT ou pelo DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i3p305-318.

Tadeu Nunes (4toques comunicação)

comunicacao@abecbrasil.org.br

Sobre Leandro Rocha

Veja também

Black man having a heart attack

Parada cardíaca e mortalidade perioperatória no Brasil

Determinados problemas de saúde são difíceis de prevenir. Além disso, a dificuldade do tratamento aumenta ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

//analytics natashaprimati@gmail //analytics natasha@abecbrasil