segunda-feira , 6 de dezembro de 2021
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As políticas de não repetência nos sistemas estaduais de ensino do Brasil

As políticas de não repetência continuam sendo alvo de polêmicas no cenário educacional brasileiro. Parte considerável de professores e pais ainda aposta na retenção como uma medida capaz de promover a recuperação das aprendizagens dos alunos que não atingiram o nível desejado ao final de determinado ano/série escolar. Para esse contingente, a repetição do conteúdo é considerada o método mais eficaz de ensino.

Contudo, tal pensamento não encontra embasamento no campo da pesquisa científica, como mostra o artigo “As políticas de não repetência nos sistemas estaduais de ensino do Brasil”, cujos autores Melissa Machado, Ana Maria Vasconcelos e Adolfo de Oliveira, ao citarem o trabalho de Armando Simões, afirmam que “a reprovação dos alunos constitui um dos principais entraves para um acesso universal e integral à educação obrigatória no Brasil”. O objetivo do artigo é identificar quais sistemas estaduais brasileiros preveem a organização do ensino em ciclos escolares e o regime de progressão continuada dos alunos.

Os resultados obtidos nesse estudo, publicado no periódico Cadernos de Pesquisa, levaram os pesquisadores à conclusão de que, na educação básica das redes estaduais brasileiras, há predomínio da organização seriada e dos regimes de progressão regular ou parcial dos alunos. Não obstante, essa distribuição não se dá por igual, pois existem sistemas de ensino que apresentaram maior adesão às políticas de não repetência de forma consistente ao longo do tempo, como os dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso.

Para conferir o artigo completo, acesse o link:

http://publicacoes.fcc.org.br/index.php/cp/article/view/7263

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