quarta-feira , 5 de outubro de 2022
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Gene SERPINA1: potencial marcador diagnóstico em carcinomas papilíferos da tireoide

Joyce Nascimento Santos

João Paulo da Silva Queiroz

Lázaro Pinto Medeiros Neto

André Bandiera de Oliveira Santos

Renata de Azevedo Canevari

 

Pesquisadores da Universidade do Vale do Paraíba analisaram a expressão do gene SERPINA1 em vários tipos de lesões da glândula tireoide obtidas de pacientes brasileiras após procedimento cirúrgico, e detectaram a expressão elevada e o potencial diagnóstico deste gene no tumor mais prevalente desta glândula, o carcinoma papilífero de tireoide. O estudo foi publicado na Revista Univap v. 27, n. 56, 2021 DOI:10.18066/revistaunivap.v27i56.2578, e enfatizou a importância da realização da análise molecular em amostras tumorais da tireoide.

No Brasil, o câncer de tireoide é atualmente o oitavo mais incidente com aumento constante em sua incidência nos últimos anos, sendo considerado atualmente um problema de saúde pública. Os métodos atuais de diagnóstico mais utilizados em rotina clínica para a detecção desses tumores são o ultrassom e a punção aspirativa por agulha fina, contudo apresentam resultados indeterminados e inconclusivos em uma frequência considerável, podendo inclusive direcionar para procedimento cirúrgico com remoção total da glândula sem necessidade.

A utilização de marcadores moleculares descobertos pela análise de expressão de genes juntamente com a utilização destes métodos pode propiciar um diagnóstico mais preciso e consequentemente um tratamento mais eficiente para o paciente. Considerado a função do gene SERPINA1 em diversas vias relacionadas a carcinogênese e os estudos prévios da literatura que sugerem a sua ação no desenvolvimento dos carcinomas de tireoide, foi realizado neste estudo a análise de expressão gênica pela PCR quantitativa em tempo real em diferentes amostras de tecido tireoidiano de pacientes brasileiras. Foi observada expressão aumentada do gene SERPINA1 nas amostras de carcinoma papilífero em comparação com amostras de bócio e de carcinoma folicular da tireoide. Não foi observada expressão diferencial entre amostras de carcinoma folicular com as amostras de bócio.

Os resultados sugerem que o gene SERPINA1 pode ser considerado um marcador diagnóstico em carcinomas papilíferos de tireoide, pois a sua expressão foi bem mais elevada nestes tumores quando comparados com as outras lesões analisadas. Além de poder auxiliar no diagnóstico precoce, este resultado pode ajudar na triagem de lesões não manifestadas clinicamente e assim colaborar com a seleção da melhor conduta cirúrgica e tratamento de lesões confirmadas como malignas na população brasileira.

Sobre Leandro Rocha

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