terça-feira , 24 de abril de 2018
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Artigos científicos analisam efeitos e tratamentos para a febre chikungunya

Aedes_aegypti_CDC-GathanyRecentemente, a febre chikungunya se tornou um importante problema de saúde pública nos países onde ocorrem as epidemias. Até 2013, as Américas haviam registrado apenas casos importados quando, em outubro do mesmo ano, foram notificados os primeiros casos na Ilha de Saint Martin, no Caribe. No Brasil, os primeiros relatos autóctones foram confirmados em setembro de 2014 e, até o mesmo mês de 2016, já haviam sido registrados 236.287 casos prováveis de infecção pelo chikungunya vírus (CHIKV), 116.523 destes confirmados sorologicamente.

Diante desse cenário, diversos autores, capitaneados por Claudia Diniz Lopes Marques, da Universidade Federal de Pernambuco, elaboraram o artigo “Recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia para diagnóstico e tratamento da febre chikungunya”, dividido em duas partes e publicado pela Revista Brasileira de Reumatologia, associada da ABEC, v. 57, suplemento 2.

A primeira, verifica o diagnóstico e situações especiais da doença, caracterizada clinicamente por febre e dor articular na fase aguda, na qual, em cerca de metade dos casos existe evolução para a fase crônica – que dura sempre mais de três meses -, com dor persistente e incapacitante. Para saber mais sobre essa primeira etapa, basta acessar: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0482500416301917

Na segunda parte, os autores observam que os dados na literatura médica sobre terapêuticas específicas nas diversas fases da infecção do vírus chikungunya são limitados e não existem estudos randomizados de qualidade que avaliem a eficácia das diferentes terapias. Há algumas poucas publicações sobre o tratamento das manifestações musculoesqueléticas da febre chikungunya, porém limitados metodologicamente. Sendo assim, eles averiguaram que os dados atualmente disponíveis não permitem conclusões favoráveis ou contrárias a tratamentos específicos, bem como não é possível uma avaliação adequada quanto à superioridade entre as diferentes medicações empregadas. O artigo pode ser visto, na íntegra, pelo link: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0482500416301954

Tadeu Nunes (4toques comunicação)

comunicacao@abecbrasil.org.br

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